Durante a manhã desta terça-feira (25), a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco (SRHS) proporcionou aos seus servidores uma manhã de ensino sobre a Comunicação Não Violenta (CNV). O evento, planejado pela Ouvidora da SRHS, pretendeu expor a forma de comunicação que garanta uma cultura organizacional emocionalmente segura.
A Palestra foi ministrada pela Assistente Social, Tatiana Pires, que explanou sobre os benefícios de uma comunicação empática e sincera, a fim de que as pessoas se sintam seguras para expressar sentimentos, dúvidas, objetivos e proposições, sem medo de retaliações. A CNV é um recurso para a redução de mal-entendidos e conflitos, o fortalecimento da comunicação entre equipes, a facilitação de negociações e da tomada de decisões, além de contribuir para uma cultura organizacional emocionalmente segura.
Durante o evento, a palestrante reforçou que a violência na comunicação é sutil e nem sempre é considerada como um suporte para que violências sejam praticadas. No entanto, é por meio dos diálogos que se expressam o assédio moral, o bullying, o ciberbullying, além de funcionar como ponto de partida para agressões físicas. “Em um ambiente corporativo regado à violência comunicativa, o colaborador termina por ficar desgastado, triste, estressado e, em muitos casos, chega a atingir um burnout”, reforçou Tatiana, que buscou a atenção do público para lembrar que uma comunicação empática é baseada, sobretudo, na escuta do outro, enquanto os julgamentos pessoais de quem ouve ficam suspensos, a fim de que se escute quem fala por inteiro.
Sabendo de sua importância, a Ouvidora da SRSH, Rosângela Carneiro declarou o motivo da sugestão do tema: “escolhi este tema para que o relacionamento, aqui, na nossa instituição, seja sempre leve, proativo e interativo”.
“Trazer essa temática, em um ambiente corporativo, é importante para iniciar a reflexão sobre o tema. Como pude perceber o feedback do público no pós-evento, as pessoas me disseram o quanto se sentiram reflexivas, o quanto elas se lembraram de exemplos de interações negativas, tanto no ambiente de trabalho, quanto nas relações pessoais. Então, pra mim, ter vindo aqui falar sobre o que acredito já valeu, apenas pelo fato das pessoas terem repensado suas atitudes no cotidiano”, reforçou Tatiana.
Ao fim do evento, a Engenheira Florestal, Etiene Kelly, declarou a importância da palestra para seu aprendizado. “Eu pensei que praticar violência na comunicação era xingar os outros, usar palavras agressivas para com as pessoas. Mas, não. Aprendi que só o fato de alguém vir me confessar algo e eu, ao invés de responder em referência a sua história, digo algo da minha experiência, é estar sendo violento, é estar criando uma barreira entre mim e aquela pessoa. Porque, na verdade, ela não foi acolhida por mim, eu só a respondi com algo que nem interessava naquele momento”, explicou.
CNV - A Comunicação Não-Violenta foi desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, na década de 1970. Segundo sua teoria, para atingir o diálogo solidário, sincero e verdadeiro, a comunicação deve ser elaborada em quatro etapas: a descrição do fato, o sentimento emergido ao vivenciar o fato, a necessidade provocada e, por fim, o pedido.
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Reportagem: Izabela Cavalcanti - SRHS/PE