Projetada em 2010 para conter as cheias que atingiram a Zona da Mata Sul de Pernambuco, a obra da Barragem Igarapeba foi retomada no final de 2025, após dez anos de paralisação. A assinatura da Ordem de Serviço foi realizada pelo presidente Lula e pela governadora Raquel Lyra, em dezembro do ano passado. Atualmente, a obra está em fase inicial, com a mobilização de máquinas, a limpeza do terreno, a recuperação do acesso e o levantamento topográfico sendo realizados.
A Barragem Igarapeba atuará no controle das enchentes do Rio Pirangi, afluente do Rio Una, beneficiando as cidades de São Benedito do Sul, Maraial, Jaqueira, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros. O reservatório terá capacidade total de 46,6 milhões de m³, sendo 33,3 milhões de m³ referente ao volume de espera para contenção de cheias e cerca de 13,3 milhões de m³ de água destinada à regularização de vazões, garantindo o reforço no fornecimento de água para o município de São Benedito do Sul e o distrito Igarapeba, beneficiando uma população de, aproximadamente, 186 mil habitantes.
O empreendimento faz parte de um pacote estratégico de investimentos do Governo Federal e do Governo de Pernambuco voltados à segurança hídrica e à proteção contra enchentes no estado. A infraestrutura integra o Sistema de Controle de Cheias da Bacia do Rio Una, que inclui ainda as Barragens Serro Azul, concluída em 2017; Panelas II, entregue em 2 de dezembro de 2025 e Gatos, em construção. Juntas, o conjunto de empreendimentos se une ao reservatório Barra de Guabiraba, responsável pelo águas do Rio Sirinhaém, formando, em um conjunto de cinco barragens, o Sistema de Proteção de Enchentes da Mata Sul.
O investimento total é de R$ 236,7 milhões, sendo R$ 171,9 milhões provenientes de recursos do Novo PAC, via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e do programa Águas de Pernambuco, iniciativa lançada em 2024 e conectada a uma política cujo objetivo é a segurança hídrica da população pernambucana.
ÁGUAS DE PERNAMBUCO - O programa Águas de Pernambuco garantirá ao Estado um investimento de R$ 6,1 bilhões em água e esgoto nos próximos anos, o maior aporte feito pelo Executivo para esta finalidade na história do Estado. O programa é ancorado em quatro eixos: Segurança Hídrica; Abastecimento de Água; Coleta e Tratamento de Esgoto e Saneamento Rural. Apenas no eixo Segurança Hídrica serão investidos R$ 959,4 milhões, sendo R$ 712,2 milhões para a construção de barragens - como as estruturas para contenção das enchentes na Mata Sul - e R$ 247,2 milhões em 30 ações de recuperação e manutenção de infraestrutura hídrica.
FICHA TÉCNICA - Sistema de Proteção de Enchentes da Mata Sul
Barragem de Panelas II, em Cupira:
-- Concluída
-- Foi entregue em 02/12/25, em solenidade com o presidente Lula e a governadora Raquel Lyra.
-- Tem capacidade de armazenamento de 16,9 milhões de metros cúbicos.
-- O total de investimento para conclusão das obras é de R$ 68 milhões.
Barragem de Igarapeba, em São Benedito do Sul:
-- Retomada
-- O presidente Lula e a governadora Raquel Lyra assinam a ordem de serviço para retomada da obra em 02/12/25.
-- A obra, que estava paralisada desde junho de 2015, foi retomada no âmbito do Novo PAC, para ser concluída até fevereiro de 2027.
-- A capacidade de armazenamento é 46,6 milhões de metros cúbicos, sendo 33,3 milhões de metros cúbicos destinados à contenção de cheias.
-- O valor total dos investimentos desde a primeira fase de obras até a plena conclusão agora é de R$ 236,7 milhões.
Barragem de Gatos, em Lagoa dos Gatos:
-- Em construção
-- Paralisada desde 2014 por pendências técnicas, a barragem teve a obra retomada em fevereiro de 2025;
-- Será concluída com um investimento de R$ 57 milhões por meio do Novo PAC.
Barragem de Barra de Guabiraba, em Barra de Guabiraba:
-- Em atualização de projeto
-- Tem previsão de retomada de obras em 2026.
-- Atualmente, está na fase final da atualização do projeto
-- Valor estimado em R$ 152 milhões para conclusão das obras.
Barragem de Serro Azul, em Palmares:
-- Entregue em 2017 e tem capacidade de 303 milhões de metros cúbicos de água.
-- Custou R$ 500 milhões, sendo R$ 300 milhões financiados pelo Governo de Pernambuco.
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Reportagem: Izabela Cavalcanti - SRHS/PE