Nesta sexta-feira (24), a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco (SRHS-PE) se despediu da missão do Banco Mundial (BM), que, ao longo da semana, esteve em Pernambuco para avançar nas tratativas necessárias para a contratação de uma operação de crédito no valor de R$ 600 milhões, que serão alocados para o Programa de Saneamento Rural de Pernambuco - o PROSAR.
O PROSAR tem o objetivo de garantir segurança hídrica, levando água e esgoto, para consumo e produção agrícola, a comunidades rurais do estado. A missão também prioriza canalizar investimentos para projetos que apliquem inovação nas soluções propostas para o fortalecimento do setor de saneamento rural no estado.
Investimentos
Entre os projetos que devem ser implementados com os recursos do empréstimo, está a interiorização da APAC, com a implantação de três sedes da agência em diferentes polos do estado. “Pernambuco sempre fez excelentes parcerias com o BM e toda vez que uma parceria dessas aconteceu, o estado cresceu. Está aí a APAC, que, em seu começo, teve um aporte muito grande do BM”, lembrou Marcelo Asfora, Secretário Executivo de Infraestrutura Hídrica do estado.
“O foco da carta é a população rural, o público que o Governo do Estado tem hoje como prioridade, os chamados ‘invisíveis’. A carta consulta do financiamento do BM contém projetos que garantem a segurança hídrica desta parcela dos pernambucanos, levando água e esgoto para a população rural, além de projetos que tenham caráter de inovação, que priorizem o uso de tecnologias na busca de soluções para os gargalos da universalização do acesso a água, a médio e longo prazo”, explica Artur Coutinho, Secretário Executivo de Saneamento do estado.
A missão
A vinda, desta vez, da equipe do Banco Mundial a Pernambuco tem o objetivo de conhecer de perto e aprofundar os detalhes dos projetos que serão contemplados pelo financiamento, já aprovado junto ao BM. Os técnicos da missão vêm para ouvir a defesa cada projeto, cada ideia de aplicação dos recursos, orientando os ajustes necessários para as propostas, para que o valor possa ser melhor empregado, para o fim a quele ele é destinado, que é o desenvolvimento hídrico das áreas mais vulneráveis de Pernambuco.
O estado possui a menor disponibilidade hídrica per capita do Brasil. Segundo levantamento da Secretaria de Infraestrutura do Estado, de dezembro de 2020, Pernambuco tem média de 1.320 m³ hab/ano; enquanto o Brasil tem média de 35.000m³ hab/ano. Para melhor utilizar estes recursos, que são escassos, a Compesa – órgão ligado à SRHS-PE – mantém hoje 216 Estações de Tratamento, 366 mananciais e poços e 23 mil km de rede, atendendo 172 municípios, além de Fernando de Noronha, alcançando 7,8 milhões de pessoas com o serviço de abastecimento de água e 2,1 milhões com o serviço de esgotamento sanitário.
“Os números por si só justificam a busca incessante por atrair recursos que nos possibilitem alcançar a todos. E é por isso que estamos trabalhando para garantir este empréstimo junto ao BM. Esta visita é uma das seis etapas que antecedem a liberação do recurso – que deve acontecer até o final do ano. Todos os projetos devem beneficiar, com obras de saneamento rural, cerca de 200 mil pessoas, moradoras prioritariamente das regiões Agreste e Sertão”, finalizou Coutinho.