O Governo do Estado dá um passo decisivo na garantia de segurança hídrica para a população rural pernambucana e lança, nesta quarta-feira (17), às 11h, no Palácio do Campo das Princesas, o Programa de Saneamento Rural de Pernambuco – Prosar PE, que contará com investimentos da ordem de R$ 600 milhões, a partir de uma operação de crédito inédita junto ao Banco Mundial.
“É um grande prazer participar deste evento e celebrar a assinatura do PROSAR, o primeiro projeto do Banco Mundial no Brasil dedicado ao saneamento rural. Este é um passo crucial para garantir acesso a água e esgoto de qualidade para as populações vulneráveis do interior de Pernambuco. Medida que reforça a parceria histórica entre o Governo do Estado e o Banco Mundial. Estamos confiantes de que este projeto contribuirá para a melhoria da qualidade de vida, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável da região”, afirmou Cécile Fruman, diretora do Banco Mundial para do Brasil.
exclusivamente saneamento rural. Foto: Aluisio Moreira SRHS-PE
O ato de assinatura contou com a presença da governadora Raquel Lyra, de representantes do Banco Mundial e do secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, que destaca a importância da iniciativa no enfretamento dos desafios de abastecimento de água das comunidades rurais de Pernambuco. “O Prosar nasce do compromisso da governadora Raquel Lyra de olhar com prioridade para a população rural do nosso estado. E quando falamos em abastecimento rural, não estamos falando sobre água para os pequenos cultivos, para os pequenos criadouros de animais, como muitos podem pensar. Estamos falando sobre possibilitar que pessoas que moram nas áreas rurais de Pernambuco possam ter a mesma chance que o morador das áreas urbanas de tomarem banho de chuveiro, muitas vezes pela primeira vez na vida, aos 70, 80 e até 90 anos de idade, como já tivemos o privilégio de ver acontecer neste governo. Saneamento rural é água para o abastecimento humano em regiões rurais do estado, onde as redes de distribuição convencionais nunca chegaram. O Prosar chega trazendo água de qualidade, soluções de esgotamento sanitário e sobretudo dignidade para os dois milhões de pernambucanos e pernambucanas que vivem em regiões mais vulneráveis à baixa disponibilidade hídrica de nosso território”, reforça o secretário.
Com a aplicação dos recursos ao longo dos próximos sete anos, o Prosar atenderá 2 milhão de pessoas em 105 municípios pernambucanos, priorizando as áreas rurais destas cidades – historicamente esquecidas em seus direitos básicos. “Estamos falando do maior volume de investimentos já direcionados ao saneamento rural em Pernambuco. Este é um marco histórico que mudará o cenário do Pernambuco do campo de forma definitiva. Rasgaremos da nossa história as páginas que mostram pessoas precisando caminhar longas distâncias com baldes de água na cabeça, para garantir o suprimento das necessidades básicas de suas famílias. Esta será a marca do compromisso deste Governo: mudar definitivamente essa realidade”, afirma Artur Coutinho, secretário executivo de saneamento do estado.
Pernambuco ocupa hoje a posição de número um entre os estados brasileiros com menor disponibilidade de recursos hídricos per capita. Enquanto a média nacional é de 35 mil m³ de água por habitante ao ano, o estado dispõe de apenas 1.270 m³ de água por pessoa ao ano – o que representa 3,6% da média nacional. Além da escassez, a distribuição também é desigual: o semiárido, que corresponde a 89% do território, concentra apenas cerca de 20% da água doce disponível.
Esta realidade, agravada por períodos de seca e eventos climáticos extremos, motivou a concepção do Prosar. O programa prevê a expansão de sistemas simplificados de abastecimento de água em áreas críticas, implantação de soluções de esgotamento sanitário, além de investimentos na gestão hídrica, por meio da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
“O Programa de Saneamento Rural do Estado de Pernambuco é um programa estruturador, que tem que tem como premissa a questão da segurança hídrica, já que temos o pior balanço hídrico e uma demanda não compatível com a oferta de água em algumas regiões do Estado. As ações da Apac dentro do Posar estão relacionadas às questões da segurança hídrica; são estudos, instrumentos de planejamento, como o Plano de Convivência com o Semiárido e a seca e também a questão desafiadora, que é o monitoramento hidrometeorológico no estado de Pernambuco. Nós precisamos de contínuo aprimoramento, instalação e modernização dos equipamentos, pois, sem o conhecimento das variáveis relacionadas à água e o clima, não conseguiríamos planejar ações no contexto da segurança hídrica", finaliza Suzana Montenegro, Presidente da Apac.