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Chuvas: barragens estão cheias, mas não oferecem risco

Chuvas: barragens estão cheias, mas não oferecem risco

De acordo com Secretário Almir Cirilo, os reservatórios cheios garantirão abastecimento durante período de estiagem.

A Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento do estado vem monitorando o impacto que as chuvas registradas no estado neste quadrimestre historicamente considerado de maior intensidade de precipitações (de maio a agosto) vem gerando sobre as barragens. De acordo com o secretário Almir Cirilo, o balanço é positivo. “Diferente de 2022, quando as chuvas foram concentradas num certo período de tempo e determinado espaço, causando muitos danos e perda de vidas, este ano, há uma distribuição mais uniforme das chuvas nas regiões do estado e menos concentrada no que se refere ao tempo”, explicou o secretário.

Ainda de acordo com Almir Cirilo, diversos reservatórios acumularam água, que será necessária para abastecer a população no próximo ano, quando há previsão de que o fenômeno El Niño traga baixa pluviosidade para a região Nordeste. A Barragem de Botafogo, por exemplo, que abastece a Região Metropolitana Norte e costumeiramente apresenta níveis baixos de acumulação, este ano está vertendo.

Já a Região Metropolitana Sul conta com o abastecimento vindo de barragens que vertem todos os anos, como Pirapama – que é o caso também este ano. As barragens de Tapacurá e Goitá também estão cheias. E Carpina chegou a um volume significativo, que não é comum. E esta é a principal barragem de controle de cheias do Capibaribe. Sendo Jucazinho a segunda. “Só que Jucazinho está com seu nível em 13%, o que é muito baixo. Isto nos permite prever que, este ano, a probabilidade de ocorrência de inundações no Capibaribe – que acontece quando todas as barragens estão cheias – está afastada, porque Jucazinbo está praticamente seca”, esclareceu.

Na região Agreste, considerada a de menor disponibilidade hídrica per capita do estado, a Barragem Tabocas verteu. Os reservatórios que ficam na cidade de Belo Jardim também estão cheios. Já no Sertão, onde as chuvas mais intensas ocorreram em períodos anteriores, há diversos reservatórios em colapso, o que, de acordo com o gestor, é próprio da má distribuição das precipitações nas regiões do estado. “Essa conjuntura de barragens cheias é positiva para o momento pós inverno e, nas outras regiões, onde elas não encheram, vamos contar com novas adutoras que estão sendo construídas e serão concluídas ao final deste ano. O governo está fazendo a sua parte e a natureza também está ajudando, enchendo os mananciais”, enfatizou Cirilo.

Um questionamento corriqueiro, quando o estado está com barragens cheias, é se esta condição pode alterar o esquema de abastecimento da Compesa, o que, segundo o secretário, não é algo simples de acontecer. “As barragens cheias garantem o abastecimento, mas não o fim dos rodízios. Ainda é preciso investir mais em infraestrutura hídrica para fazer a água chegar na casa das pessoas. As obras hídricas são caras e demandam tempo. Elas estão na pauta de prioridades do governo do estado e são objeto de negociação junto ao governo federal e órgãos financiadores”, finalizou. 

Barragem de Carpina – Na última quinta-feira (6), a SRHS-PE determinou o fechamento de comportas da Barragem de Lagoa do Carro, também conhecida como Barragem de Carpina. Em função da tendência meteorológica para o final de semana, divulgada pela Apac, que traz a expectativa de elevação do nível do rio Capibaribe, a SRHS-PE avaliou que a medida é a mais adequada para a proteção da população que vive nos municípios banhados pelo rio. Desta forma, a rodovia PE 50, interditada desde o último dia 30, permanece bloqueada no trecho que liga as cidades de Feira Nova e Limoeiro e não há previsão de liberação. Apac, Compesa, DER e Defesa Civil do estado integram esta operação, coordenada pela SRHS-PE.